terça-feira, 14 de outubro de 2008

A história de Jurerê Internacional

Índios itararés, índios carijós, a Ponte Hercílio Luz, o ex-Governador de Santa Catarina Aderbal Ramos... o que têm estes elementos tão díspares a ver com Jurerê Internacional? Tudo. São destinos que se cruzam. Florianópolis, Santa Catarina. Este lugar tão especial tem muita história pra contar.
Da natureza intocada aos primeiros habitantes da Ilha de Santa Catarina

Acredita-se que, há 120 mil anos, o que é hoje a Ilha de Santa Catarina era um arquipélago, formado por pelo menos 9 ilhas. Ao Norte, só existiam o morro do Forte de São José da Ponta Grossa e o morro de Canasvieiras. Entre eles, o mar que chegava até outra ilha, mais para o Sul, onde hoje está Ratones.

Com as oscilações do mar, ações do vento e inúmeros outros fatores climáticos, faixas de terra foram sendo construídas pela natureza. A cada mil anos, uma faixa se consolidava, formando uma planície costeira. É na planície formada entre o que antes eram três ilhas que hoje está Jurerê Internacional, à jusante da bacia hidrográfica do Rio Ratones, que irriga toda a planície.

Da ação da natureza, a beira-mar (hoje o bairro Ratones) transformou-se em mata e reservou, entre muitas nascentes de água doce, uma que dá origem ao Rio Ratones. A planície foi ganhando feições diferentes com alagados, mangues, restingas e florestas, conhecidas cientificamente como "florestas de planícies quaternárias". Essas florestas ocupam as áreas mais antigas deste solo e são uma transição entre a restinga e a "Floresta Ombrófila Densa", a Mata Atlântica, como a conhecemos, que cobre as encostas dos morros.

Devido à forma como foi constituída, a planície possui solo arenoso, formado por sedimentos marinhos, durante o período geológico do quaternário. Hoje, as áreas desse tipo, de praia, são as mais desejadas e valorizadas - em todo o Brasil - para o desenvolvimento urbano.

E sempre o foram. Os primeiros habitantes da Ilha, há cerca de 4.500 anos, também escolheram as praias para viver. A ocupação começou pelo Sul, na praia do Pântano do Sul. No século X, os índios "itararés" escolheram a Praia da Tapera, também ao Sul, para começar a migração até o Norte, pela costa do mar de dentro, até a Praia de Ponta das Canas. Já no século XVI, quando chegaram os primeiros europeus, habitavam a região, há cerca de 200 anos, os ameríndios guaranis, chamados de "carijós".

Os carijós ocuparam mais densamente a Ilha, que para eles tinha o nome de Meiembipe ou "montanha ao longo do canal", numa alusão à visão que tinham, ao observá-la do Continente. Foram habilidosos ceramistas e produziram vasilhames bem acabados e decorados, com traços precisamente retos, para as mais diversas utilizações.

Escolheram para morar as planícies de terrenos arenosos e com dunas, onde cultivavam mandioca, que se adaptou muito bem neste tipo de solo. Dela os carijós faziam a farinha. Plantavam também espécies de milho, inhame, algodão, amendoim, pimenta, tabaco e cabaça (um tipo de porongo, planta usada para fazer cuias e conchas).

Pelos relatos já dos primeiros europeus que chegaram à Ilha - os espanhóis da expedição de Alvar Nuñes Cabeza de Vaca -, pode-se arriscar afirmar que os índios carijós foram os precursores do "manezinho da Ilha" (nativo da Ilha de Santa Catarina), devido ao estilo pacífico de viver e à receptividade com que se relacionavam com os visitantes estrangeiros que chegavam a esta terra, com o objetivo de alcançar Assunção, no Paraguai, pelos rios Itapocu, Negro e Iguaçu. Relatos revelam que os atenciosos e tranqüilos carijós pareciam ter mais agradado e atraído do que assustado os visitantes europeus e, aparentemente, não se incomodavam com as visitas de estrangeiros.

Por causa do convívio pacífico na Ilha - diferentemente de outros lugares, onde o contato entre "nativos" e estrangeiros resultou em muitas mortes -, já nas primeiras décadas de 1500 alguns expedicionários europeus se recusaram a regressar à Espanha, preferindo aqui ficar. E este magnetismo continua até hoje.

Apesar das inúmeras expedições espanholas, a Ilha de Santa Catarina só começou a ser efetivamente ocupada pelos portugueses - seus donos de direito - a partir da metade do século XVIII. E, desde aquela época, a ocupação da área e da praia de Jurerê foi diferenciada.

No Norte da Ilha, os primeiros habitantes se fixaram em Canasvieiras (umas das praias mais procuradas, sobretudo por argentinos). Para se locomoverem até os outros povoados, seguiam pelo mar em direção à Ponta das Canas ou pelo Rio Ratones - que deságua em Sambaqui -, em direção ao Centro, economizando um quarto da viagem. Com isto, Jurerê ficou preservada.


Da Ponte Hercílio Luz à praia preferida: Jurerê

A primeira ocupação fixa de Jurerê de que se tem conhecimento ocorreu por volta da década de 20, há apenas 80 e poucos anos. E tem tudo a ver com o principal marco do desenvolvimento da cidade de Florianópolis e o mais importante cartão postal do Estado: a Ponte Hercílio Luz, internacionalmente conhecida por ser uma das maiores pontes pênseis de ferro do mundo.

A construção da Ponte só pôde começar, em 1922, depois que Antônio Amaro, construtor naval e dono de estaleiro instalado na área onde hoje está apoiada a cabeceira insular, foi realocado. As terras que hoje formam Jurerê, mais uma parte da Ponta da Daniela, foram oferecidas pelo Governo como forma de indenização pela ocupação de suas propriedades à cabeceira da então futura ponte - que seria o novo marco do desenvolvimento econômico da cidade.

Antes disso, todas as terras que vão do Rio das Conchas (limite com Canasvieiras) até a Ponta da Daniela eram usadas pelos habitantes das proximidades como "terras comunais", ou seja, de uso comum. Ninguém morava ali, mas o espaço era utilizado como pasto para o gado e como fonte de lenha (tanto para consumo próprio quanto para a venda).

Apesar de algumas reclamações e atritos com os usuários do campo, Amaro foi demarcando suas terras aos poucos. Quando alguém lhe mostrava documentos provando a posse do terreno, o construtor naval não discutia e modificava o traçado de sua propriedade. No entanto, essa demarcação não provocou nenhuma grande mudança nos hábitos dos usuários, uma vez que Amaro não impedia que continuassem a colocar o gado e a catar lenha ali - e todos reconheciam a região como "Campo de Antônio Amaro", nome que até hoje é lembrado pelos mais antigos.

Há relatos de que Amaro construiu engenhos para que aqueles que não os tinham pudessem também produzir farinha - desde que lhe pagassem o terço. Ele passou a ser também o vendedor de lenha retirada da área e enviada para o centro, sendo muitas vezes ludibriado pelos produtores, que colocavam gravetos, tábuas e lenha de baixa qualidade entre os feixes bons.

A realidade, no entanto, é que Amaro nunca recebeu as escrituras definitivas destas terras. Com sua morte, a viúva contratou o advogado Osvaldo Bulcão Vianna para garantir seus direitos. Mas os comentários da época diziam que a vontade de Bulcão Vianna era de se apoderar dos terrenos. Outro advogado, contratado na mesma época, foi Aderbal Ramos da Silva (político liberal), que em 1935 comprou toda a área da viúva. A partir desta data, pode-se afirmar que Jurerê Internacional - Residencial e Resort esteve intimamente relacionado com a política de Santa Catarina. Aderbal Ramos da Silva foi governador do Estado.

Com a redemocratização, em 1945, a questão política começou a atrapalhar a vida do povo que trabalhava ali, que, até então, pouco sabia sobre os destinos legais daquelas terras.

Afinal, o poder político local alternava-se entre UDN e PSD. A partir daí, só tinham direito ao campo aqueles que fossem simpatizantes da corrente partidária no poder.

Muitos dos produtores que haviam construído benfeitorias no local - galpões, engenho, etc. - tiveram que abandonar tudo, pois os "capangas" do partido no poder iam lá e destruíam o que não era de correligionários.

A colocação de placas de propriedade particular, por volta de 1956, fez com que, pouco a pouco, o gado fosse retirado dos campos. O encerramento das atividades comunais na região foi marcado pelo surgimento da Imobiliária Jurerê, cujo principal sócio era Aderbal Ramos da Silva, que proibiu o uso dos terrenos e a retirada de lenha.

Contam os antigos moradores que um dos engenheiros da imobiliária, identificado como Petry, tentou se apossar até da praia, mas foi impedido pela legislação municipal, que estabelecia uma distância mínima de 35 metros da maré mais alta.

Pouquíssimos ex-usuários das terras comunais conseguiram permanecer nelas. Uma das exceções foi o Sr. Chrisóstomo Campos, ou simplesmente Seu Criso, que apenas em 1985 obteve a escritura pública de seu terreno.

Outra comunidade que sofreu com as ações da imobiliária foi a da região do Forte, onde vários pequenos produtores possuíam engenhos e foram expulsos pelo Exército, por solicitação da empresa.

Na década de 70, com a pavimentação da SC-401, os terrenos das Praias do Norte, como se diz na Ilha de Santa Catarina, começaram a ser valorizados, e o fluxo de pessoas para lá aumentou significativamente.

Os arredores de Jurerê, no entanto, continuavam bastante inalterados. Havia a pequena comunidade da praia do Forte e a propriedade do Clube 12 de Agosto, seleto clube social de Florianópolis, já onde é hoje Jurerê Internacional. Na praia de Jurerê ("tradicional", como é conhecida atualmente, em contraposição ao empreendimento Jurerê Internacional), o que havia eram cabanas para o abrigo de barcos dos pescadores. Isso porque, diferentemente de outras praias da região, que sofrem com falta de água, nas terras de Jurerê o lençol freático chegava quase à superfície do solo, inibindo as ações imobiliárias predatórias que se caracterizavam por todo o litoral da Ilha e, especialmente, no litoral Norte.

Apesar destas e de outras dificuldades, como a de acesso, a praia de Jurerê era a preferida das famílias numerosas, que logo escolheram o local pela comodidade, pela sombra. A vegetação chegava até a beira da praia, com árvores de porte médio, e tinha também os eucaliptos plantados para enxugar o solo.

O lugar era um convite ao descanso numa preguiçosa rede de dormir. Isto depois de um churrasco feito ali mesmo, entre as pedras dos trechos de costão que se encontram com o mar. A areia, limpa e suave, era o espaço perfeito para jogos de futebol, vôlei e frescobol. O mar calmo, uma piscina para as crianças e uma tranqüilidade para os pais. Enfim, o lugar ideal, mas que apenas os conhecidos como "farofeiros" se aventuravam a freqüentar.

A aquisição das terras: assim nasceu Jurerê Internacional

"Deus tem que ter passado antes e feito alguma coisa que a gente não consegue fazer com o dinheiro, para depois nós tentarmos, preservando ao máximo o que Deu fez, dar o nosso conceito de qualidade e estilo, trabalhando com a organização de comunidades". E, de fato, em Jurerê Internacional - Residencial e Resort, "Deus" caprichou em beleza natural.

Estas palavras de Péricles de Freitas Druck (Presidente do Grupo Habitasul) explicam bem por que, já em meados de 1978, a Habitasul Empreendimentos Imobiliários, "land developer", já visualizava estas terras como um empreendimento desenvolvido.

"Um dia, nesta época, o ex-governador Aderbal Ramos mandou me chamar", conta Péricles. O Governador, como ficou sendo chamado até o final da vida, já estava praticamente cego e passava a maior parte do tempo na sede do Iate Clube, em Jurerê. "Ficamos o dia todo conversando, almoçamos juntos e falamos sobre os mais diversos assuntos. No final do dia ele finalmente disse: concordo em te vender estas terras porque percebo que vais dar continuidade a um plano meu. E eu não quero morrer deixando uma coisa sequer sem fazer."

E foi assim que, dias depois, Péricles e Eurito (Vice-Presidente do Grupo) oficializaram a compra dos primeiros 495 hectares (49,5 km2 ou 4,95 milhões de m2) de Jurerê Internacional. A escritura demorou dois ou três dias para ser preparada, porque eram várias áreas que iam ser vendidas. "A assinatura do Governador foi colhida numa sexta feira, às 9 horas da noite, na residência dele", lembra Deoclécio Lino Herrmann, um dos Diretores da Habitasul na época.

Além de adquirir as terras, o Grupo Habitasul herdou a resistência que havia entre as comunidades vizinhas, que, desde as mudanças ocorridas em 1945, estavam em conflito e mais uma vez se sentiam ameaçadas. Acreditando que, a partir do momento em que o novo projeto para a área fosse entendido pela comunidade a paz retornaria a estas paragens, o Grupo Habitasul deu início à implantação do empreendimento Jurerê Internacional.

O "sobrenome" Internacional veio para diferenciar o empreendimento - pelo conceito de estilo de vida - do bairro Jurerê, que já existia e que, com o passar do tempo, foi ficando conhecido como Jurerê "tradicional" ou Jurerê "antigo". Apesar desta diferenciação de nomes, pelos registros da prefeitura ambos são um bairro só.

Em 1995, a área de Jurerê Internacional foi acrescida de mais 705 hectares, passando a ficar, então, com 1.200 hectares ou 12 milhões de m².


Indians itararés, indians carijós, the Hercílio Bridge Light, former-Governor of Santa Catarina Aderbal Branches… what they have these elements so you go off to see with International Jurerê? Everything. They are destinations that if cross. Florianópolis, Santa Catarina. This so special place has much history pra to count. Of the intocada nature to the first inhabitants of the Island of Santa Catarina It is given credit that, it has 120 a thousand years, what is today the Island of Santa Catarina was an archipelago, formed for at least 9 islands. To the North, they only existed the mount of the Fort of Are Jose of the Thick Tip and the mount of Canasvieiras. Between them, the sea that arrived until another island, more for the South, where today is Ratones. With the oscillations of the sea, innumerable actions of the wind and other climatic factors, land bands had been being constructed for the nature. To each a thousand years, a band if consolidated, forming a coastal plain. It is in the formed plain between what before they were three islands that today are International Jurerê, downstream of the hidrográfica basin of the River Ratones, that all irrigates the plain. Of the action of the nature, the side-sea (today the Ratones quarter) was changedded into bush and reserved, enters many water springs candy, one that of the origin to the River Ratones. The plain was gaining different feições with flooded, fens, restingas and forests, known scientifically as " plain forests quaternárias". These forests occupy the areas oldest of this ground and are a transistion between restinga and " Forest Ombrófila Densa" , Atlantic Mata, we know as it, that it has covered the hillsides of the mounts. Due to form as it was constituted, the plain possesss ground arenaceous, formed for marine sediments, during the geologic period of the Quaternary. Today, the areas of this type, beach, are desired and valued - in all Brazil - for the urban development. E it had always been. The first inhabitants of the Island, have about 4.500 years, had also chosen beaches to live. The occupation started for the South, in the beach of the Quagmire of the South. In century X, the indians " itararés" they had chosen the Beach of the Tapera, also to the South, to start the migration until the North, for the coast of the sea of inside, until the Beach of Tip of the Sugar canes. No longer century XVI, when the first Europeans had arrived, they inhabited the region, has about 200 years, the guaranis amerindians, calls of " carijós". Carijós had more densely occupied the Island, that stops they had the name of Meiembipe or " mountain throughout canal" , in a alusão to the vision that had, when observing it of the Continent. They had been adept ceramists and they had produced finished and decorated vasilhames well, with necessarily straight traces, for the most diverse uses. They had chosen to live plains of arenaceous lands and with dunes, where they cultivated cassava, that if adaptou very well in this type of ground. Of it carijós made the flour. They also planted species of maize, inhame, cotton, peanut, pepper, tobacco and cabaça (a type of porongo, used plant to make cuias and shells). For the stories already of the first Europeans who had arrived at the Island - the Spaniard of the expedition of Alvar Nuñes Cabeza de Vaca -, he can yourself be risked to affirm that the indians carijós had been the precursors of " manezinho of the Ilha" (native of the Island of Santa Catarina), had to the pacific style of living and the receptividade with that if they related with the foreign visitors who arrived at this land, with the objective to reach Installation, in Paraguay, for the rivers Itapocu, Negro and Iguaçu. Considerate and calm stories disclose that carijós seemed to have more pleased and attracted of what scared European visitors e, pparently, they were not bothered with the visits of foreigners. Because of the pacific conviviality in the Island - differently of other places, where the contact between " nativos" e foreign resulted in many deaths -, already in the first decades of 1500 some European members of an expedition if they had refused to return to Spain, being preferred here to be. E this magnetism continues until today. Although the innumerable Spanish expeditions, the Island of Santa Catarina alone effectively started to be busy for the Portuguese - its owners of right - from the half of century XVIII. E, since then, the occupation of the area and the beach of Jurerê was differentiated. In the North of the Island, the first inhabitants if had fixed in Canasvieiras (ones of looked beaches more, over all for Argentines). To move themselves until the other towns, they followed for the sea in direction to the Tip of the Sugar canes or for the River Ratones - that he empties in Sambaqui -, in direction to the Center, saving one room of the trip. With this, Jurerê was preserved. Da Ponte Hercílio Light to the preferred beach: Jurerê The first fixed occupation of Jurerê of that if it has knowledge occurred for return of the decade of 20, has only 80 and few years. E has everything to see with the main landmark of the development of the city of Florianópolis and the most important postal card of the State: the Hercílio Bridge Light, internationally known for being one of the biggest bridges you think of iron of the world. The construction Da Ponte alone could start, in 1922, later that Antonio I land on water, naval constructor and owner of shipyard installed in the area where today the headboard is supported to insular, was realocado. The lands that today form Jurerê, plus a part of the Tip of the Daniela, had been offered by the Government as form of indemnity for the occupation of its properties to the headboard of then the future bridge - that it would be the new landmark of the economic development of the city. Before this, all the lands that go of the River of the Shells (limit with Canasvieiras) until the Tip of the Daniela were used for the inhabitants of the neighborhoods as " lands comunais" , that is, of use joint. Nobody liveed there, but the space was used as grass for the cattle and as firewood source (in such a way for proper consumption how much for the sales). Although some claims and attritions with the users of the field, I land on water was demarcating its lands to the few. When somebody showed to documents proving the ownership to it of the land, the naval constructor did not argue and modified the tracing of its property. However, this landmark did not provoke no great change in the habits of the users, a time who I land on water did not hinder that they continued to place the cattle and to catar firewood there - and all recognized the region as " Field of Antonio Amaro" , name that until today is remembered by oldest. It has stories of that I land on water constructed devices so that those that did not have them could also produce flour - since that they paid terço to it. It also started to be the salesman of firewood removed of the area and envoy for the center, being many times ludibriado by the producers, that placed gravetos, boards and firewood of low quality between good beams. The reality, however, is that I never land on water received the Holy Writs definitive from these lands. With its death, the widower contracted lawyer Osvaldo Bulcão Vianna to guarantee its rights. But the commentaries of the time said that the will of Bulcão Vianna was of if taking possetion of lands. Another lawyer, contracted at the same time, was Aderbal Branches Da Silva (liberal politician), that in 1935 the area of the widower bought all. From this date, International Jurerê can be affirmed that - Residencial and Resort closely were related with the politics of Santa Catarina. Aderbal Branches Da Silva was governor of the State. With the redemocratização, in 1945, the question politics started to confuse the life of the people who worked there, that, until then, little wise person on the legal destinations of those lands. After all, the power local politician was alternated enters UDN and PSD. From then on, those only had right to the field that were sympathetical of the partisan chain in the power. Many of the producers that had constructed improvements in the place - sheds, device, etc. - had had that to abandon everything, therefore " capangas" of the party in the power they went there and they destruíam what not age of coreligionists. The rank of plates of particular property, for 1956 return, made with that, little by little, the cattle was removed of the fields. The closing of the communal activities in the region was marked by the sprouting of the Real estate Jurerê, whose main partner was Aderbal Branches Da Silva, who forbade to the use them lands and the withdrawal of firewood. The old inhabitants count who one of the engineers of the real estate one, identified as Petry, tried to even possess itself of the beach, but were hindered for the ordinances, that established a minimum distance of 35 meters of the tide highest. Very little former-users of communal lands had obtained to remain in them. One of the exceptions was Mr. Chrisóstomo Fields, or simply Its Criso, that only in 1985 got the public writing of its land. Another community that suffered with the actions from the real estate one was of the region of the Fort, where some small producers possuíam devices and had been expulsos for the Army, for request of the company. In the decade of 70, with the pavement of the SC-401, lands of Beaches of the North, if one may use the expression in the Island of Santa Catarina, they had started to be valued, and the flow of people for increased there significantly. The outskirts of Jurerê, however, continued sufficiently unchanged. It had the small community of the beach of the Fort and the property of Club 12 of August, select social club of Florianópolis, already where it is today International Jurerê. In the beach of Jurerê (" tradicional" , as it is known currently, in contraposition to International the Jurerê enterprise), what it had were huts for the shelter of boats of the fishing. This because, differently of other beaches of the reverse speed

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